quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CAVALAS AO FORNO


(Fácil e económica)

INGREDIENTES (Para 2 pessoas)
-2 cavalas médias, frescas, abertas e salgadas a gosto
-azeite, por volta de 3 colheres de sopa
-4 dentes de alho inteiros e descascados
-1 limão para sumo
-4 batatas médias descascadas
-1/2 copo de vinho branco verde
-salsa
-1 folha de louro (se gostar)
-sal q.b.


PREPARO

Num tabuleiro de forno deita-se o azeite e molha-se o fundo, colocam-se as batatas cortadas em rodelas molhadas em azeite e salgadas, os alhos e o louro e leva-se ao forno 45´ a 160º.
Depois colocam-se as cavalas acima das batatas, regam-se com o sumo do limão e quando passarem 30´deita-se o vinho, aguarda-se 15´e estão prontas para servir. Acompanhem-se de broa e vinho Dão (prescindível).


Bom apetite!


(Receita do Vicenzo)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Entrevista ao escritor timorense Luís Cardoso


-Sempre quis ser escritor? Gosta que os críticos se refiram a si como porta-voz da literatura timorense?
Não. Sempre gostei de escrever. Colocaram-me na testa o estatuto de escritor quando as críticas literárias começaram a aparecer de uma maneira positiva com o primeiro livro.

- Porque os seus livros têm sempre a ver com Timor?
Porque neste momento ainda tenho muito para falar sobre Timor. Matéria prima não me falta. Talvez um dia me apeteça falar de outra gente, outra terra. 

-De que coisas tem saudade de Timor?
Da minha infância.

-Poderiam ser os seus livros sejam uma maneira “amável “ de conhecer a história do seu país? Sente-se um pouco historiador da sua pátria?
Não, eu faço ficção. Obviamente arranjo enredos que tenham a ver com a história de Timor.

-Quais são os seus próximos projectos?
Em Julho faço a apresentação do meu último livro em Timor. Preparo-me para esse evento. É a primeira vez que sou convidado pela Secretaria de Estado de Artes e Cultura de Timor-Leste a fazer a apresentação do livro em Timor. Depois dar início ao novo livro que tenho na minha cabeça.

-O que significa para o Luís Cardoso que o seu livro Crónica de uma Travessia seja considerado o primeiro romance timorense?
Nada. Aconteceu apenas por uma questão de oportunidade. Ser o primeiro ou o último não interessa. Foi apenas uma questão de tempo.

-Sendo poliglota, nunca pensou em escrever em outra língua que não fosse o português?
O português é a minha língua de escrita. Aprendi a escrever nessa língua. É nessa língua que me sinto bem quando escrevo. Mas todo o meu imaginário encontra-se em língua tétum. 

-Como é possível que a religião católica coexista com a tradição mágica em Timor sem evocar conflitos?
Os timorenses são essencialmente religiosos e supersticiosos. Creio que no início teve algum conflito dado que a disseminação do cristianismo foi feita a par da colonização. Mas depois os timorenses assimilaram-no sem problemas por motivos que prendem com o facto dos missionários terem tido uma atitude diferente das autoridades administrativas. Abriram escolas em sítios remotos para filhos de nativos.

-Poderia emitir uma opinião sobre o Acordo Ortográfico, que pretende unificar algumas normas ortográficas e gramaticais para os países de língua oficial portuguesa?
O acordo ortográfico é necessário para a uniformização da escrita em língua portuguesa. Mas isso não impede que cada povo a reinvente à medida da sua própria cultura e identidade.

-Gostaria de deixar alguma mensagem para os alunos da EOI?
Não tenho nenhuma mensagem especial senão um grande abraço por me terem recebido sempre com gentileza de todas as vezes em que aí estive como convidado.

-Dentre as suas diversas leituras, poderia dizer que foi influenciado por algum ou alguns autores em particular?
Todos os escritores e todos os livros me influenciaram. Mesmo os maus livros. Se existe um livro que eu gostaria de ter escrito? Certamente a Bíblia. No princípio era o verbo...  
Pesquisa e entrevista por:

Ana Balado, Patrícia Mata, Sabela Morais, Montserrat Natividad, Rosa Rodríguez, María Rodríguez, Nuria Lago (Nível Intermédio)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

PONTE DE LIMA: A Vila mais antiga e florida de Portugal



Eu proponho uma visita a Ponte de Lima, a vila mais antiga e florida de Portugal, no coração do Vale do Lima e paso obrigado no Caminho Português a Santiago.

Uma Vila (pois não quis ser cidade) óptima para pasar um dia agradável , respirando história, cultura, arte, tradições, ambiente….

Podemos dedicar a manhã a dar um passeio pelas ruas, entre imponentes fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas. E visitar os teatros, os  museus, e muitos mais edifícios que guardam a enorme cultura que nos oferece a vila em qualquer recanto. 

Temos de atravessar o rio pela ponte que deu nome à vila. Da primitiva, construída pelos romanos, resta um troço na margem direita do Lima. E parar um minuto para desfrutar da vista para o rio da ponte, e as suas águas transparentes, tranquilas no seu percurso pela vila.

E como a gastronomía também é importante,  convido-vos a provar um saboroso arroz de sarrabulho ou um bacalhau de cebolada acompanhado de um vinho verde para recuperar as forças.

O respeito pelo ambiente em Ponte de Lima complementa-se com a sua beleza natural. Assim, na vila e arredores existe um conjunto notável  de jardins que convidam aos passeios e a um descanso relaxante.  À tarde, no parque temático do Arnado, quatro jardins conduzem-nos pela história da arte dos jardins: O jardim Romano, o Labirinto, o Renascença e o Barroco. Ainda na margen direita, os campos do Arnado são mais um aprazível e ajardinado local para os amantes dos espaços verdes, com  um fácil acceso às àguas frescas do rio. 

Na margem esquerda, a avenida dos Plátanos, o Jardim dos Terceiros e o Parque da Guia obrigam a uma nova paragem. E ainda mesmo no centro da vila encontramos muitos mais recantos verdes para o lazer e o descanso.

Por último, de referir ainda que, recentemente, no âmbito do Prémio Europeu de Turismo e Ambiente, o concelho de Ponte de Lima foi incluído na lista dos oito melhores destinos europeus.  Têm de descobrir .

Ana Elena Blanco Montero, Básico Integrado

quarta-feira, 29 de maio de 2013

UM DOMINGO EM BELÉM



O bairro de Belém fica em Lisboa, em frente ao rio Tejo. É uma parte da cidade cheia de monumentos e com muita atividade cultural. É bom visita-lo um domingo de manhã já que a entrada é livre até às 14h00 em muitos dos locais a visitar (Torre de Belém, Claustro do Mosteiro, Museu da MarinhaMuseu de Arqueologia, Museu da Presidência da República, Museo dos Coches).

A visita começa o domingo às 9h30 na paragem do elétrico em Cais de Sodré (final da linha verde do metropolitano), para apanhar o elétrico número 15E. Durante a viagem podemos disfrutar da paisagem, especialmente ao passar por baixo da Ponte Vinte e Cinco de Abril, mas também não devemos esquecer ficar atentos aos carteiristas. Em mais ou menos meia hora chegamos ao Largo Princesa, o nosso destino.

O primeiro local que visitamos é a Torre de Belém, classificada “Património Cultural de toda a Humanidade” pela UNESCO. De estilo manuelino, trata-se duma fortificação do século XVI construída como porta da cidade para defender o porto de Lisboa. 


 
Perto da Torre de Belém podemos visitar o monumento dedicado aos mortos da Guerra Civil.

Continuamos o nosso percorrido pela beira do rio até o Padrão dos Descobrimentos, monumento construído en 1960 em forma de navío, no que podemos ver as figuras das personagens mais importantes que participaram nos descobrimentos portugueses. No interior tem sala de exposições e no topo há um miradouro (bilhete 3,00 €) que nos permite contemplar uma fantástica vista do rio e do bairro. Aos pés do monumento, vê-se uma rosa dos ventos e, no seu centro, um mapa mundi com os anos de chegada das expedições portuguesas.




Utilizamos a passagem subterrânea para chegar à Praça do Império. À esquerda da praça, visitamos o Centro Cutural de Belém e o Museu Coleção Berardo, de arte moderna (entrada gratuita). A esplanada do restaurante é o lugar ideal para tomar uma refeição ligeira com vistas sobre o rio Tejo.





Após o almoço, visitamos o Mosteiro dos Jerônimos, classificado “Património Cultural de toda a Humanidade” pela UNESCO. Construído no século XVI, é uma das obras fundamentais do estilo manuelino. Destacam a igrexa, o claustro e o refeitório, salão revestido de azulejos. No mosteiro estão sepultados portugueses famosos como Vasco da Gama, Luís de Camões e Fernando Pessoa.




Se ainda é relativamente cedo, vale a pena visitar o Planetário Calouste Gulbenkian (bilhete 4,00 €), o Museu da Marinha e o Museu de Arqueologia.

Caminhamos pela rua de Belém até o número 90, onde fazemos uma paragem obrigatória na Antiga Confeitaria de Belém (1837) para tomar um café nas suas salas decoradas com azulejos e experimentar os deliciosos pastéis de Belém polvilhados de canela e açucar em pó.

Continuamos seguindo pela rua de Belém até o Museu da Presidência da República. Aqui encontramos informações que explicam o papel dos presidentes e a origem de alguns dos símbolos nacionais. Aos sábados também é possível visitar o Palácio de Belém e os Jardins do Palácio, a actual residência oficial do presidente da república.

Seguimos sempre em frente, e na esquina com a Calçada da Ajuda fica o Museu Nacional dos Coches, que reúne uma coleção singular de coches, berlindas e carruagens reais.

Para finalizar a nossa visita pela zona podemos passear pelos seus jardins.

De regresso ao centro da cidade, podemos fazer uma última paragem na rua das Janelas Verdes 96, para jantar no restaurante Picanha e experimentar uma refeição típica brasileira com picanha acompanhada de feijão, arroz, batata assada, salada e molhos vários.

https://maps.google.es/maps/ms?msid=212486543291064445824.0004ddb71207f14abdce7&msa=0&ll=38.695174,-9.207079&spn=0.010132,0.021136&source=gplus-ogsb

Eva da Cruz Fachado


TARTE DE QUEIJO


Ingredientes:
½ litro de leite
½ litro de natas
¾ copo de açúcar
2 carteiras de coalhada
1 pacote de queijo cremoso (Philadelphia)
1 pacote de bolachas tostadas
1 garrafa de caramelo líquido
Preparo:
Preparamos a forma para bolos cobrindo o fundo e os lados com o caramelo líquido.
Depois, juntamos num tacho o leite, as natas, o açúcar, a coalhada e o queijo cremoso. Levamos a mistura ao lume (lume brando). Enquanto isso, passamos com a varinha mágica até ferver.
A seguir, recheamos a forma com a mistura e a cobrimos com as bolachas. Deixamos arrefecer um pouco a temperatura ambiente e depois o deixamos solidificar no frigorífico pelo menos umas 4 horas.
Tiramos a forma dando-lhe a volta e já está pronta para servir.


Eva da Cruz Fachado, Básico Integrado (A2)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Saquinhos de massa brick com tâmaras e queijo


Ingredientes:

Folhas de massa brick
Queijo de cabra
Tâmaras
Cebolinho


Preparo:

Preaquecemos o forno a 180ºC.
 
Abrimos as tâmaras e tiramos o caroço. Cortamos o queijo e as tâmaras em cubos pequenos e misturamos tudo num recipiente. Em cada folha colocamos uma colherada da mistura no centro. Fechamos os saquinhos com cebolinho fresco, formando uma trouxa. Vai ao forno durante 10 minutos. Servimos quente.

Areta Bolado, Básico Integrado

Um dia em Sintra


Sintra é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa. Existe todo um património litetrário que transformou esta Sintra numa referência quase lendária.

Podemos encontrar em Sintra testemunhos de praticamente todas as épocas da história portuguesa e, não raro, com uma dimensão que chegou a ultrapassar, pela sua importância, os limites deste território.

Também de uma plêiade de conventos de meditação entre penhascos, bosques e fontes: de igrejas, capelas e ermidas, pólos seculares de fé e de arte; enfim, uma unidade cultural intacta numa plêiade de vestígios arqueológicos que apontam para ocupações várias vezes milenárias.


Como chegarem

Se queremos ires de Lisboa podemos apanhar um comboio urbano a linha Azhambuja-Lisboa-Sintra , Á comboios cada pouco tempo 35 minutos. Na ultima estação é onde temos que descer.

Na salida da estação de comboios á padarias onde podemos recuperar a força com doces típicos

Que Visitar

Na saída da estação dos comboios podemos apanhar uma linha de comboio com percurso circular que nos leva ao Castelo dos Mouros e ao Palacio da Pena.

Castelo dos mouros

O Castelo dos mouros é um castelo medieval. O monumento apresenta uma planta orgânica (adaptada ao terreno) cerca de 450 metros de perímetro e 12.000 m² de área. As suas muralhas são constituídas por uma cintura dupla, exterior e interior. A Leste ainda são visíveis troços da muralha exterior, onde se localiza a porta em rodízio de acesso ao recinto. Além das muralhas ameadas, torres e adarves, o conjunto é completado por diversas rampas e escadarias de acesso.
A muralha apresenta cinco torres; A torre na cota mais elevada do terreno, conhecida também por Torre Real, é acedida através de uma escadaria de 500 degraus.
No interior do castelo, próximo ao Portão de Armas, ergue-se uma igreja devotada a São Pedro. É de estilo românico, de pequenas dimensões.

Há que comprar bilhete, os preços são:

ÉPOCA ALTA 2013.CASTELO DOS MOUROS. excelente vista sobre a serra e o mar

CRIANCA. até 5 anos.gratuito
JOVEM. até 17 anos.6 euros
ADULTO. até 64 anos.7 euros
SÉNIOR. 6,5 euros
LISBOA CARD 5 euros

FAMÍLIA (2 adultos e 2 jovens).25 euros
Dica: se vai visitar tambem o Palácio da Pena, a Monserrate ou os Capuchos era bom comprar um bilhete combinado
Dica: se vai visitar também o Palácio da Pena pode apanhar um autocarro no castelo para ir até lá.



COMBINADOS. bilhetes combinados com redução de preços (válido por 30 dias)

PENA + MOUROS ou MONSERRATE ou CAPUCHOS .17 euros| Família54 euros

PENA + PALÁCIO DE SINTRA.2
1euros| Familia66 euros

PENA + PALÁCIO DE SINTRA + MOUROS.25euros| Família 81 euros

PAISAGEM CULTURAL DE SINTRA.
32 euros| Familia 114 euros
Pena + Palácio de Sintra + Mouros + Monserrate + Capuchos




Palacio da pena


Representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, constituindo-se no primeiro palácio nesse estilo na Europa. Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal.

Dica: É recomendável levar roupas confortáveis e também sapatos confortáveis. Não é recomendável ir com sapatos de salto alto.
Dica: A visita aos Jardins é indispensável, são maravilhosos.
Ao finalizar a visita, apanhamos o mesmo autocarro de percurso circular e voltamos ao centro de Sintra.
No centro podemos procurar um restaurante para almorçar. Um restaurante muito agradável é o restaurante Alcobaça. Está localizado na parte antiga da cidade. Também está decorado como se fosse uma caverna com estalactites. A comida é muito boa e o tratamento é requintado.

Depois do almoçco podemos visitar o Palacio de Monserrate


Palacio de Monserrate




É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena.

A história deste Palácio é curiosa: Em 1856, a quinta foi adquirida por Sir Francis Cook, um milionário inglês ligado ao comércio. Dois anos depois, Sir Francis Cook trouxe para Sintra, com o objetivo de recuperar a quinta, o arquiteto James Knowles Jr., que se rodeou ainda de três homens talentosos: William Stockdale – paisagista, Francis Burt – jardineiro, e William Nevil – botânico.

Estes homens, inspirando-se nos ideais do Romantismo, criaram jardins mágicos, cheios de surpresas tais como clareiras, relvados, bosques e vegetação exuberante trazida dos mais variados lugares do mundo, num total de mais de mil espécies conjugadas sabiamente.

Em Sintra há muitos lugares interessantes para ver, mas para um dia de visita estes são os mais representativos da cidade.



Outros monumentos interessantes para visitar
Museo do brinquedo
Quinta da Regaleira


Dica geral: vestir roupas confortáveis, sapatos confortáveis, querer passar um dia de caminhada. Também é recomedável, se está a visitar a Lisboa, comprar a Lisboa Card já que assim terá descontos nas visitas aos monumentos de mas importância, assim como no transporte público.

O poeta romântico Lord Byron descreveu Sintra para a sua mãe, numa carta, com estas palavras:
"Sintra pode ser o lugar mais charmoso da Europa em todos os aspectos; contém belezas de todos os tipos, naturais e artificiais Há palácios e jardins que se erguem em meio a rochas, catarata e precipícios, conventos formidáveis sobre picos, vista para o mar e para o rio na distância ... Ele traz consigo toda a imensidão da Escócia e da vegetação do sul da França “.


Viviana Lage, Básico Integrado